O homem inacabado | Donizete Galvão
Há nos poemas de Donizete Galvão um humanismo renitente e torto, que não se ilude e não se rende à facilidade das boas intenções. Inconformado com a mudez funcional das coisas, feitas para o entulho, o poeta rumina o sentido oculto ou perdido da experiência no tempo e lhe dá a medida da dor e da insone perplexidade, em permanente tensão. Na raiz da fragilidade que nos aprisiona, ele constata que “os corpos já nascem em débito” e “o pensamento gira como um disco riscado”.


