Retratos falados | Astier Basílio

 

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Os retratos poéticos de Astier Basílio são mais que a expressão congelada de corpos, rostos ou cenas.

Mediados pela sensibilidade dramática e pelo cuidado no trato com a linguagem, os poemas dialogam com personagens literários e da cultura pop num jogo dialético de aproximações e recuos, desnudamento e opacidade, memória e devir.
Nenhum retratado serve de pretexto para a homenagem pacificadora, a dedicatória previsível, ou o elogio de ocasião. Ao contrário disso, o poeta busca sempre algo que está além da imagem chapada, óbvia, ”que a máquina do mundo fotografe e quebre”.
Pode ser a descoberta de que ”narrar tem precipícios”, ”o desespero tem cabelos longos”, ”há belezas que não suportam um solo”, ”ninguém salva um excesso” – entre muitas encruzilhadas que o verso desentranha na retórica do cotidiano. Ou ainda a revelação de intuições, experiências, angústias do próprio poeta confrontadas com a biografia de figuras históricas, sem as peias do biografismo, mas na frequência de uma conversa afetiva.

 

R$ 20,00


 

Sobre o autor

Astier Basílio nasceu em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Muito cedo foi morar em Campina Grande, Paraíba. Desde 2003 reside em João Pessoa. Jornalista, atuou como repórter, crítico de cinema, literatura e teatro dos jornais Jornal da Paraíba, A União e Correio da Paraíba, onde desempenhou as funções de sub-editor dos cadernos de cultura e política, além de editor dos suplementos culturais Augusto e Correio das Artes. É colaborador do suplemento Pernambuco e da revista Continente, ambos de Recife. Ganhou, em 2010, o prêmio AETC, 2º lugar na categoria jornalismo impresso, com a matéria “O crime que mudou o Brasil”, sobre os 80 anos da morte de João Pessoa. Publicou, em parceria com Linaldo Guedes, a coletânea de entrevistas “Diálogos” (Editora Aboio, 2003), da época de sua primeira atuação no Correio das Artes. Dramaturgo, escreveu em parceria com o encenador Gustavo Paso o espetáculo “Ariano”, montado pelo grupo Epigenia, que estreou em 2007 no CCBB-RJ, cumprindo temporada, além do Rio de Janeiro, em Curitiba, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Paraíba. Venceu, em 2011, o prêmio de dramaturgia Zé Lins encenado, promovido pela Fundação Espaço Cultural, com a peça curta “Com Zé Lins não há quem possa”, montada pela Trupe dos Truques com quem venceu o prêmio Poesia Encenada, melhor apresentação e melhor texto, com o poema “Romance em feitio de oração para Senhora dos Navegantes”. Atualmente, está adaptando para e com o grupo Piollin, da Paraíba, o conto “Retábulo de Santa Joana Carolina”, do escritor Osman Lins. Publicou 10 livros de poemas, entre os quais, “Funerais da Fala”, prêmio Novos Autores Paraibanos, da UFPB, e “Final em Extinção”, prêmio Correio das Artes, 2009. Integra a coletânea “O Cangaço na poesia brasileira” (organização Carlos Newton Júnior, Escrituras, 2009) é verbete em “Uma história da poesia brasileira” (G. Ermakoff), de Alexei Bueno. Cordelista, publicou 7 folhetos, entre os quais pelejas escritas em parceira com Braulio Tavares e Glauco Mattoso. Ultimamente, tem se dedicado à ficção. Participou da coletânea de contos, “Tempo Bom” (Iluminuras, 2010), organizada por Cristhiano Aguiar e Sidney Rocha.

 

Retratos falados
Astier Basílio
Selo Dobra Literatura
Formato 14 x 21 cm
56 páginas
ISBN 978-85-63550-48-4
2011
1ª edição

 

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